sexta-feira, 16 de março de 2012

Arquivos ufológicos de Barry Goldwater foram disponibilizados

Documentos relativos ao político tornam-se públicos. São mais de uma centena de páginas



Uma coleção com 143 páginas de correspondências do general e ex-senador do Arizona Barry Goldwater (1909-1998) sobre UFOs foi publicada, incluindo muitas cartas que falam sobre sua tentativa de obter acesso ao Blue Room [Salão ou Sala Azul] da Base Aérea de Wright Patterson, onde então foi informado pelo general Curtis Emerson Lemay (1906-1990) que não poderia entrar e certamente não iria a lugar algum por ali.

 Goldwater foi um dos grandes 'pais' do conservadorismo norte-americano

O aglomerado igualmente contém correspondências com ufólogos como Ronald Regehr, Dr. Steven Greer, Dr. James McDonald, Lee Grahan e Don Berliner, como também uma carta estratégica escrita a Goldwater por Marie Galbraith, que dirigiu o relatório preparado para Laurance Rockefeller em 1996.

Três documentos não originários da coleção foram adicionados para dar contexto aos da seção "Blue Room", um deles foi uma seção de artigo da revista New Yorker em 25 abril de 1988, onde Goldwater é citado mencionando que estava recebendo 100 chamadas por ano de pessoas lhe pedindo para olhar para os rumores da Sala Azul. O segundo consiste de um Ato para Liberdade de Informação (FOIA) - e sua respectiva resposta - feito pelo pesquisador Bill Moore para Base Aérea de Wright Patterson (WPAFB) sobre a Sala Azul.


Trecho dee artigo da revista New Yorker de 25 abril de 1988. Pode ser acessado em maior resolução clicando-se aqui

Faltante (que será adicionado em breve) está o documento "Blue Room Radar Scope" [Escopo de Radar da Sala Azul] que Moore obteve a partir da solicitação. Também deve ser incluída na coleção uma resposta de Goldwater a Graham em 1996. Muitas correspondências ufológicas foram arquivadas sob nomes de pessoas, então conforme forem surgindo novos registros, serão inseridos, do modo como os pesquisadores da coleção forem aprendendo a detectar e acrescentar tais arquivos.

Os documentos estão disponíveis para acesso público no seguinte endereço: http://www.presidentialufo.com/barry-goldwater-ufo

Segunda remessa


Outro arquivo com este tipo de informação relacionada com UFOs será disponibilizado. Esses registros contêm correspondências dele com gente famosa e indícios de que teriam se envolvido com o tema. Essas pessoas incluem o General Curtis LeMay que estava envolvido no caso Blue Room, Bobby Ray Inman - que supostamente teria liderado a engenharia reversa para o governo dos EUA -, Edward Teller e o ex-diretor da Central Intelligence Agency [Agência Central de Inteligência, CIA] Stansfield Turner.

O senador Goldwater serviu como general na Força Aérea dos EUA (USAF), foi o candidato republicano nas eleições presidenciais de 1964 e presidiu o Comitê de Inteligência do Senado. No dia 28 de março de 1975, escreveu as seguintes e interessantes palavras a um ufólogo chamado Shlomo Arnon: "A questão dos UFOs é algo que me interessa há muito tempo. Há 10 ou 12 anos, tentei descobrir o que havia nas instalações da base da Força Aérea em Wright-Patterson, onde estão guardadas as informações recolhidas pela Força Aérea. Minha solicitação foi compreensivelmente negada. O assunto continua classificado como ultrassecreto."

Scope de radar do Blue Room em 1956, obtido através do FOIA. Acesse-o em boa resolução clicando aqui

Mais tarde, Goldwater esclareceria o que quis dizer e revelaria ainda que, anos antes, ninguém menos que o general LeMay da USAF enviaria uma resposta furiosa ao senador pelo fato dele ter pedido para ver os dados secretos sobre UFOs, que boatos diziam estar em Wright-Patterson. De fato, muitos pesquisadores acreditam que lá estão até mesmo corpos preservados de alienígenas, além de equipamentos e tecnologia extraterrestres. Mais do que isso, LeMay diria a Goldwater, do modo mais duro possível, para que jamais sequer imaginasse levantar o assunto com ele novamente – "jamais!"

FONTE: Revista Ufo



quarta-feira, 7 de março de 2012

Óvnis: será que estamos sozinhos no Universo?

Relembre três quedas clássicas de discos voadores e confira uma análise de especialistas sobre a existência de vida alienígena



Você, provavelmente, já observou ou deve conhecer alguém que visualizou algum objeto estranho no céu e se perguntou: será uma nave alienígena? Casos misteriosos e mal explicados de óvnis (objetos voadores não identificados) surgem quase todos os dias. Este ano, em especial, tem registrado um aumento no número de ocorrências em todo o mundo, devido ao avanço da internet e a difusão de câmeras em celulares.

O crescimento no número de casos fez surgir várias correntes na internet que relacionam o fato com a mística profecia maia do fim do mundo. Muitos alegam que os povos maias receberam visitas alienígenas que previram algo extraordinário para o dia 21 de dezembro de 2012, data considerada “o dia do apocalipse”.

Mas, deixando a mística de lado, vamos relembrar três casos famosos de queda de óvnis e ouvir a opinião de especialistas para saber se é possível, ou não, que os humanos tenham feito contatos e utilizado a tecnologia alienígena a seu favor.

 Imagens de uma Autópsia de um suposto Extraterrestre, divulgado em 1995

O caso mais conhecido do mundo, com certeza, ocorreu em julho de 1947, em Roswell, no estado do Novo México, nos Estados Unidos. Naquela ocasião, um fazendeiro afirmou ter encontrado restos de um disco voador acidentado. Os destroços teriam sido recolhidos pelo exército norte-americano. A história, porém, foi desmentida pelas autoridades, assim como imagens de um vídeo que mostrava uma suposta autópsia em um alienígena, divulgadas em 1995 (foto acima).

Relatos de quedas de aeronaves alienígenas também aconteceram no Brasil (foto abaixo). A principal delas ocorreu em 20 de janeiro de 1996, na cidade de Varginha, no Estado de Minas Gerais. Autoridades brasileiras teriam capturado aeronaves de tecnologia alienígena. Uma criatura extraterrestre também teria sido avistada por três mulheres na cidade. O extraterrestre teria a pele marrom, olhos vermelhos e três chifres na cabeça. Os fatos, no entanto, não tiveram prova física e também foram negados pelo governo.


E.T de Varginia

Outro caso que ganhou bastante repercussão ocorreu em 1969, na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), hoje Rússia (foto abaixo). Um objeto redondo e com sinais incompreensíveis em sua lataria teria sofrido uma queda na região de Sverdlovsk. O resgate teria sido filmado por membros da KGB (exército secreto soviético). As imagens teriam sido obtidas no mercado negro e divulgadas pela imprensa. O episódio, no entanto, foi classificado de “insustentável” e desmentido pelas autoridades.


Capturado do filme Conexão Russa

Mas seria mesmo possível que um fato tão extraordinário quanto a queda de um óvni pudesse ser desmentido pelas autoridades, ou simplesmente descartado por falta de provas? O ufólogo e editor da revista UFO, Ademar José Gevaerd, afirma não ter dúvidas de que discos voadores já foram capturados por governos. ”Retiraria apenas Sverdlovsk da lista, por falta de dados mais concretos. Há dezenas de casos em todo o mundo, muitos dos quais bem investigados e documentados, que nos permitem afirmar a queda de artefatos de produção extraterrestre em nosso planeta, nos mais variados países. Inclusive, os Estados Unidos têm se beneficiado da tecnologia extraída dos restos desses aparelhos. O Brasil foi contemplado com vários casos de quedas, sendo o de Varginha o mais notório deles, obviamente. Apesar de uma infundada campanha midiática contrária, o fato comprovado é que um objeto voador não identificado de origem não terrestre caiu naquela cidade mineira, e o que sobrou dele foi coletado pelos militares, assim como seus tripulantes – pelo menos dois – foram capturados já quase sem vida”.

Existe vida fora da Terra? Uma pergunta filosófica...

Se os alienígenas já são capazes de vir até para a Terra, por que os humanos ainda sequer conseguiram comprovar a existência de vida fora do nosso planeta? Com certeza é uma pergunta que muitos fazem. O primeiro astronauta brasileiro a viajar pelo espaço, Marcos Pontes, afirmou acreditar em vida alienígena. “Bem, no campo de pesquisa que temos atuado até o momento, que se trata do nosso Sistema Solar, ainda não encontramos nada. Agora, é certo que a ciência ainda conhece muito pouco do espaço. O fato de não termos encontrado nada até agora, seja vida bacteriana ou inteligente, não significa que não possa existir vida em outros locais. Existem muitos planetas e sistemas no Universo que ainda não conhecemos. Particularmente, acredito que a probabilidade é bem grande.”

Marcos Pontes ressaltou um ponto interessante, que é a questão da busca por vida. Apesar de as análises pelo Sistema Solar não terem dado resultado até o momento, a Nasa (Agência Espacial Americana) e a ESA (Agência Espacial Europeia) têm focado a atenção em Marte. No ano passado, ficou comprovada a existência de água no planeta vermelho (imagem abaixo mostra minerais que teriam se formado pelo fluxo de água). Existem em andamento projetos para que o homem possa viajar até Marte, justamente nos locais onde se localiza a água, para que a busca por vida seja feita. Contudo, os projetos enfrentam alguns problemas por causa da dificuldade econômica que o mundo tem enfrentado. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez corte atrás de corte no programa espacial americano, o que torna praticamente impossível estabelecer um prazo para que essa viagem se concretize.


Enquanto não surgem provas concretas da existência de vida alienígena ou até mesmo de discos voadores em nosso planeta, a mística dos assuntos extraterrestres deve continuar a fomentar a mente das pessoas. E um canal bastante utilizado para isso é o YouTube, de compartilhamento de vídeos. Diariamente, dezenas de vídeos sobre o assunto são postados dos mais variados pontos do mundo. Porém, são poucos os que têm alguma credibilidade ou validade científica. Muitos se tratam de simples “fenômenos meteorológicos”, montagens ou confusão com “balões e aviões”.

Gevaerd comenta o crescente número de vídeos e as facilidades das novas tecnologias. “Creio ser uma soma de fatores, entre os quais, predominantemente, a popularização da internet e das câmeras digitais, filmadoras ou câmeras, e aqui incluo os celulares. Os casos podem também estar aumentando em número, mas não temos como aferir, porque não há bancos de dados consistentes e globais que nos permitam garantir isso. Também creio que ao longo dos anos o YouTube se transformou, infelizmente, no repositório de todo o tipo de filmagens trucadas de UFOs, ou seja, produzidas com recursos de computação gráfica. Mais triste ainda é ver que a maioria dos usuários do serviço não tem o menor conhecimento técnico para discernir os vídeos verdadeiros [sim, também há muitos deles no site] dos falsos, e tem uma estranha compulsão para encaminhar imagens de qualquer natureza aos seus contatos, aumentando assim a disseminação de falsos vídeos.”

Mas, se um dia o “até agora não comprovado“ se tornar real, ou seja, um óvni cair na Terra numa região populosa, de modo que as autoridades não tivessem como esconder. Qual seria a reação da população? Gevaerd comenta. “É difícil prever, e isso variaria muito conforme a densidade demográfica da região povoada e de onde ela se localizasse [em que país, mais ou menos adiantado], mas creio que em maior ou menor grau, se um caso desses ocorresse em uma região qualquer do Brasil, e isso fosse observado pela população, às claras, haveria sim certo agito e preocupação, que poderia levar a uma atitude extremada. Mas isso ocorreria em qualquer caso, como com a queda de um avião na mesma localidade, por exemplo.”


Reprodução: NASA


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PROJETO DE UM DETECTOR DE OVNIs



Os pesquisadores que estudam o aparecimento de Objetos Voadores Não Identificados ou OVNIs, os populares "discos voadores" também chamados UFOs (Unidentified Flying Objects) associam sua presença a fenômenos de natureza magnética como por exemplo a interferência em rádios e televisores, parada de motores, etc. Desta forma, um equipamento de pesquisa popular nestes grupos é o detector de campos magnéticos ou perturbações magnéticas. Um aparelho deste tipo é bastante simples de montar e pode ter utilidades em outros campos de pesquisa. Neste artigo ensinamos a montar um sensível detector de variações bruscas de campos magnéticos.

Muitos relatos sobre o aparecimento de objetos voadores não identificados, como os recentemente ocorridos no centro de nosso país com grande cobertura pela TV, incluem perturbações de natureza magnética como, por exemplo, a parada de motores de carro (possível por problemas no sistema de ignição), paralisação de relógios e panes em aparelhos os mais diversos que tenham circuitos elétricos sensíveis.

Baseados neste fato, os detectores de campos magnéticos ou perturbações magnéticas podem ser usados como detectores de OVNIs pois podem fazer soar um alarme ou aviso quando o fenômeno ocorrer.

O circuito que descrevemos emite um bip de curta duração (a duração pode ser alterada pelo montador) quando uma bobina sensora capta uma perturbação de natureza magnética, ou seja, um campo magnético em contração ou expansão ou ainda em movimento.

O circuito é muito sensível podendo ser acionado até mesmo por uma descarga elétrica mais forte durante uma tempestade ou pelo fechamento de circuitos elétricos próximos, daí sendo indicado principalmente para pesquisa de campo.

Alimentado por pilhas comuns, a corrente de repouso do aparelho é muito baixa o que permite que ele fique ligado permanentemente sem o perigo de esgotar rapidamente as pilhas.

O sinal audível emitido, por outro lado, é bastante forte para alertar as pessoas que estiverem nas proximidades.






CARACTERÍSTICAS


* Tensão de alimentação: 6 V


* Consumo em repouso: 2 mA (tip)


* Consumo com o toque do alarme: 50 mA (tip)






COMO FUNCIONA


O sensor é uma bobina captadora formada por milhares de espiras de fio esmaltado muito fino e que é ligada na forma diferencial num amplificador operacional muito sensível.

O amplificador operacional é do tipo com transistor de efeito de campo (FET) na entrada e possui o ganho ajustado em P1. Desta forma, este componente (P1) pode servir para ajustar a sensibilidade evitando o disparo com ruídos ambientes.

Na presença de qualquer campo magnético variável, ou seja, em que as linhas de força se movimentam, o corte das espiras por este campo gera na bobina um sinal que é aplicado ao amplificador operacional.

O sinal é amplificado e com isso temos o aparecimento na saída do operacional (pino 6) de uma tensão bem maior que faz com que o transistor Q1 seja levado à condução por um instante, o que provoca via C1 o disparo do monoestável 555.

O que ocorre neste caso é que a ida por um instante da saída do operacional ao nível alto leva o transistor à saturação o que aterra o capacitor C1 e, portanto aplica ao pino 2 do 555 um sinal de nível baixo, necessário ao seu disparo.

Com o disparo, a saída do monoestável 555 vai ao nível alto por um intervalo de tempo que depende dos valores de R5 e C2. O capacitor C2 deve ser escolhido de modo a proporcionar um toque de duração conforme o leitor precise para sua aplicação. Valores entre 220 nF e 22 µF podem ser usados sem problemas.

No nível alto, a saída do 555 polariza a base do transistor Q2 que é um dos dois transistores que formam um oscilador de áudio de sinalização. A frequência deste oscilador e portanto o tom emitido depende de R6 e de C3. Nestes componentes também podem ser feitas alterações conforme a tonalidade desejada.

No projeto, o tom é fixo, mas nada impede que o resistor R6 seja trocado por um trimpot de 100 k Ω com um resistor de 10 k Ω em série. Poderemos então ajustar o tom no trimpot.

O sinal gerado por este oscilador é aplicado num pequeno alto-falante que o reproduz.






MONTAGEM


Na figura 1 temos o diagrama completo do Detector de OVNIs.


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Os componentes podem ser instalados numa pequena placa de circuito impresso que cabe numa caixa plástica bastante compacta, conforme mostra a figura 2.



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O componente mais importante deste projeto é a bobina L1, pois dela depende a eficiência do aparelho.

Uma solução simples consiste em se usar o enrolamento primário de um transformador de saída de rádios antigos a válvulas com pelo menos 10 000 Ω de impedância ou mesmo um transformador comum de alimentação com primário de 220 V ou 110 V do qual tenha sido retirado o núcleo de fero laminado e colocado em seu lugar um bastão de ferrite, conforme mostra a figura 3.


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As ligações deste transformador à entrada do circuito devem ser bem curtas e blindadas para que ruídos elétricos não sejam captados já que a finalidade do circuito é captar perturbações magnéticas. O conjunto pode ser protegido por um pedaço de papel alumínio que será ligado ao negativo da fonte de modo a funcionar como blindagem elétrica. Desta forma, o circuito só acusará perturbações de natureza magnética.

Outra possibilidade de se ter o sensor consiste em se enrolar pelo menos 10 000 espiras de fio esmaltado bem fino num bastão de ferrite e depois embrulhá-lo em papel alumínio de modo a formar a blindagem elétrica.

Sem a blindagem elétrica, sinais de rádio das estações locais ou mesmo pulsos de interferência radioelétrica que ocorrem em instalações elétricas com a abertura e fechamento de circuitos podem disparar o detector.

Para a colocação dos circuitos integrados, sugerimos a utilização de soquetes DIL. Os resistores são todos de 1/8 W com 5% ou mais de tolerância e os capacitores eletrolíticos devem ter tensão de trabalho de 6V ou mais. Os capacitores C1 e C3 podem ser cerâmicos ou de poliéster. Os transistores admitem equivalentes.

O conjunto caberá numa caixa plástica de pequenas dimensões conforme mostra a figura 4.


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O alto-falante tem 5 cm com 8 Ω de impedância. Outros tamanhos podem ser usados, adequando-o ao tamanho da caixa.

PROVA E USO

A prova de funcionamento é simples: ligue S1 e vá aumentando vagarosamente a resistência de P1 (ganho) até haver um toque do alarme. Volte um pouco P1 até obter o limiar do disparo.

Passando um pequeno imã permanente rapidamente nas proximidades de L1 o alarme deve dar um toque.

Para usar o aparelho basta deixá-lo ligado longe de aparelhos elétricos ou redes de energia. Um toque indica a captação de uma perturbação de natureza magnética.

Para detectar campos magnéticos passe rapidamente o aparelho sobre o local visado, conforme mostra a figura 5.


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Este aparelho pode ser usado para detectar a presença de imãs escondidos em sistemas de alarmes e de outros dispositivos de acionamento magnético.

Campos magnéticos intensos, como os provocados por aparelhos elétricos domésticos, e que segundo estudados podem ser prejudiciais à saúde podem ser detectados por este aparelho.

MATERIAL


Semicondutores:



CI-1 - CA3140 - circuito integrado


CI-2 - 555 - circuito integrado


Q1, Q2 - BC548 ou equivalentes - transistores NPN de uso geral


Q3 - BC558 ou equivalente - transistor PNP de uso geral






Resistores: (1/8W, 5%)


R1 - 100 k Ω


R2 - 4,7 k Ω


R3 - 10 k Ω


R4 - 47 k Ω


R5 - 100 k Ω


R6 - 47 k Ω


R7 - 1 k Ω


P1 - 4,7 M Ω - trimpot






Capacitores:


C1 - 470 nF - cerâmico ou poliéster


C2 - 2,2 µF x 6V ou mais - eletrolítico


C3 - 47 nF - cerâmico ou poliéster


C4 - 100 µF x 6V ou mais - eletrolítico






Diversos:


L1 - Bobina captadora - ver texto


FTE - 8 Ω x 5 cm - alto-falante


S1 - Interruptor simples


B1 - 6V - 4 pilhas pequenas


Placa de circuito impresso, bastão de ferrite, suporte para 4 pilhas pequenas, caixa plástica para montagem, papel alumínio, fios, solda, etc.

Autor do projeto: Newton Braga




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

OVNI ENCONTRADO NO FUNDO DO MAR (?)


Esta semana foi divulgado pelo canal do Terra uma reportagem sobre um grupo de mergulhadores que durante 9 dias ficaram nas profundezas do mar procurando relíquias de algum valor histórico e/ou financeiro. No final da expedição, quando já estavam cansados, usaram o sonar pela ultima vez, quando, para a surpresa de todos, localizaram algo de formato discoidal e de tamanho considerável, cerca de 60 metros de diâmetro, ou seja, bem grande!

Agora o que me deixa com um cachorro cheio de pulgas atras da orelha é o fato de o Terra ser manjado por divulgar supostos óvnis que na verdade são Hoaxes; quem por exemplo não se lembra da famosa caçada aos óvnis no mar da Galícia? Bom, mas em todo caso, antes de irmos taxando isso tudo como sendo mais uma campanha publicitaria bizarra qualquer, analisemos e vejamos se realmente não se trata de um achado verídico, apesar de a imagem do óvni encontrado se assemelha e muito aos óvnis do filme Independence Day... mas vai se saber!

FONTE: Terra

sábado, 28 de janeiro de 2012

IMPLANTES ALIENÍGENAS


Análises em artefatos encontrados nos corpos de abduzidos surpreendem os investigadores

No dia 19 de agosto de 1995, o doutor Roger Leir removeu cirurgicamente dois objetos dos corpos de dois contatados supostamente abduzidos por Ets. Para tentar verificar a origem destes objetos, a National Institute for Discovery Science (NIDS) conduziu uma inspeção externa detalhada, com base no teste de espectroscopia extensiva de raios laser. Para aumentar o número de informações sobre esses objetos, o NIDS também decidiu suprir os recursos com mais exames metalúrgicos realizados no laboratório New México Tech, na cidade norte-americana de Socorro, Novo México. Nesse caso, Leir fez um excelente trabalho documentando a extração dos corpos estranhos. Similarmente. O cuidado foi tomado em cada passo da transferência dos materiais durante o teste e no retorno dos exemplares.






O objetivo do envolvimento do NIDS foi o de estabelecer alguns padrões para o exame do material. Um grande número de especialistas foi consultado para determinar quais análises não destrutivas seriam apropriadas nesta etapa da investigação. A bateria de testes recomendada diz respeito à estrutura química, mecânica e eletromagnética, compreendendo a técnica de imersão de densidade em tolueno, determinação de dureza e módulo elástico, além do uso de um microscópio de varredura eletrônica. De acordo com o relatório dos testes de Paul A. Fuierer, professor assistente do Departamento de Engenharia de Materiais do New México Tech, apresentada no dia 19 de julho de 1996, os exemplares examinados continuam duas peças semelhantes a palitos ou agulhas, primariamente de cor preta acinzentada, com algumas partes de suas superfícies na cor branca amarronzada.
EXAMES LABORATORIAS
Descobriu-se que dois deles são fortemente magnetizados ao longo do comprimento dos seus eixos, embora nenhum seja condutor de energia. Em um dos objetos foi encontrada uma substâncias amarelada e uma alta concentração de um elemento reflexivo que parecia cobre. A densidade da massa dos exemplares foi medida utilizando-se uma técnica de imersão baseada no Princípio de Arquimedes, a qual consiste em submergir os exemplares em um líquido de densidade já conhecida. Nesse caso, foi utilizado o tolueno, ao invés de água, para evitar qualquer hidrólise possível ou reações de oxidação com o material. A diferença entre as densidades dos exemplares foi considerada significativa.

O índice de dureza foi obtido através da média calculada entre os valores da densidade e o tamanho das ranhuras feitas com um micro cortador de ponta de diamante. Um dos objetos era duro, como quartzo ou aço, enquanto que o outro, relativamente macio, como calcita. Por causa do pequeno tamanho dos implantes, a análise química ficou limitada a uma estimativa qualitativa na qual foi utilizada espectroscopia de dispersão de energia a raios-x e uma unidade auxiliar de um microscópio eletrônico de varredura. Como tais exemplares tinham uma membrana envolvendo-os, ao isolá-los foi necessário depositar uma pequena camada de carbono para evitar a carga elétrica, durante a leitura das imagens. Foram detectadas maiores quantidades de ferro, fósforo e cálcio, e alguns traços de cloro. O espectro mostrado foi todo obtido num intervalo de tempo de um minuto. Como não existe virtualmente diferença nesse espectro, foi concluído que a composição do material era uniforme.




DIFRAÇÃO DE RAIO-X
Todas as tentativas de se obter um padrão de difração de raio-x dos exemplares, utilizando-se um difratômetro Philips, foram fracassadas. A detecção de qualquer reflexo em exemplares pequenos requer instrumentação e condições especiais. Por conseguinte, os exemplares foram levados a um local especial para raios-x, equipado com um difratômetro Simens D - 5000. Numa tentativa de estudar mais sobre o ferro encontrado no centro desses exemplares, foi efetuada a metalografia tradicional com um microscópio óptico. Embora a microestrutura não revelasse a estrutura clássica da perlita, o sistema interpretado como supostamente de ferro-carbono com uma fase escura, poderia ser, talvez, cemelita, uma substância obtida a partir do elemento químico ferro. Uma porcentagem de carbono finalmente disperso pode ser considerada a causa da alta dureza.
Após diversas análises, pudemos perceber que um dos exemplares pôde ser escrito como uma agulha, com um centro predominantemente de ferro não condutor e uma membrana envolvente cinza escura. Esta membrana, ou camada de material da superfície, tem como seus componentes ferro, cálcio, fósforo, cloro e muito possivelmente alguns elementos mais leves, como carbono e oxigênio. A análise de fase gasosa não foi totalmente conclusiva por causa do pequeno tamanho do exemplar. A microestrutura do centro do exemplar (polida e corroída), quando observada sob um microscópio óptico, lembra uma liga rica em ferro com grandes quantidades de carbono, provavelmente na forma de carbide de ferro. O composto é provavelmente ferroso, com um empacotamento de corpo do tipo centro-cúbico. Desde que os exemplares sejam magnetizados, sua dureza central torna-se muito alta, semelhante à dureza das ferramentas de metais carbonados.
O outro exemplar é uma mistura muito complexa de materiais. Enquanto que a parte interna é similar ao primeiro, a porção externa é feita de uma combinação de muitos elementos e fases diferentes, dependendo do local. Esse segundo exemplar apresenta uma substância flocosa, que pode ser um complexo mineral silicado.

IMPLANTES METEÓRICOS?
A hipótese de que as amostras teriam origens meteóricas foi levantada a partir do alto valor de dureza relativa obtido para o núcleo de ferro de uma delas, pois ligas de ferro muito duras podem ser encontradas em exemplares de meteoritos. De fato, características como a complexa combinação de diferentes elementos químicos, por exemplo, são similares a certos meteoritos.
As análises elementares feitas por espectroscopia energética dispersiva de raios-x indicaram ferro e fósforo como maiores componentes do material externo que envolvia o núcleo. Em adição, identificou-se um resíduo de fosfato de cálcio como possível fase dentro do material externo de ambos os exemplares. Curiosamente, a cloropatita está entre os minerais mais comuns dos meteoritos. Isso seria a justificativa para a presença de uma quantidade substancial de cálcio e menor quantidade de cloro detectada na amostra.


Contudo, nenhuma porção de níquel foi detectada na primeira amostra e somente uma quantidade mínima na segunda. Um pesquisador afirmou que "a maioria dos meteoritos contém entre 6 e 10% de níquel. Nenhum meteorito contém menos de 5% desse elemento". Uma explicação pode ser formulada com base no fato de que esses espécimes foram extraídos de um corpo, onde qualquer peça de ferro incrustada dentro de um tecido pode possivelmente causar uma reação de calcificação. Isso explicaria a presença de cálcio e fósforo na superfície dos exemplares. Não é surpreendente que as vítimas não tenham tido uma reação adversa ao objeto estranho. No entanto, devemos enfatizar que isso é apenas uma teorização sobre a origem dos espécimes baseada em dados e informações preliminares. Estudos mais aprofundados devem ser efetivados para provar qualquer tese.


Derrel Sims

O caçador de implantes extraterrestres. Considerado um importante estudioso de implantes e especialista em abdução, Derrel Sims é um dos maiores expoentes da pesquisa ovniológica mundial; ao lado do médico cirurgião Roger Leir desenvolve uma extensa investigação e tratamento em vítimas de sequestros que retornam com corpos estranhos implantados nos seus organismos.

Os implantes nem sempre são microscópicos mas geralmente são objetos esféricos que não passam de 2 a 4 cm. Podem ser metálicos ou de aparência plástica. Alguns tem dispositivos semelhantes a antenas.

Efeitos causados pela remoção de implantes "extraterrestres"

De todas as mais variadas e complexas facetas do Fenômeno UFO, sem dúvida a que atrai maior atenção são as chamadas abduções - os seqüestros de humanos por extraterrestres, geralmente envolvendo algum tipo de exame médico do raptado a bordo de discos voadores. Desse segmento particular da Ufologia, um aspecto e mais polêmico e atrai grande atenção ­ os implantes, que segundo especialistas seriam minúsculos instrumentos eletrônicos inseridos nos corpos dos abduzidos, cujas funções ainda só podemos especular. De qualquer forma, tais dispositivos têm sido detectados através de métodos convencionais, tais como raios X e ultra-sonografia. Em casos mais raros, cirurgiões de várias partes do mundo, procurando tais chips em seus pacientes ou simplesmente encontrando-os por acaso, têm logrado êxito em extraí-los cirurgicamente. E isso que abordamos neste trabalho.

Anos após a remoção cirúrgica destes supostos implantes alienígenas, cinco vítimas de abduções concordaram em participar de uma pesquisa para discutir os efeitos anteriores e posteriores resultantes de tal experiência. Todas elas - um homem e quatro mulheres - tinham tido uma coisa em comum: um contato com seres extraterrestres, uma clássica abdução. A equipe que realizou as cirurgias de remoção dos implantes era composta pelo ortopedista da Califórnia Roger Leir, fundador do Fund for Interactive Research and Space Technology (FIRST),juntamente com o hipnoterapeuta e co-fundador do mesmo instituto Derrel Sims, experiente investigador de UFOs há mais de 27 anos, além de alguns médicos voluntários [O doutor Leir acaba de publicar seu livro The Aliens and the Scalpel.Veja na seção Imprensa Ufológica}.

As experiências de extração foram marcantes e representam grande avanço para a Ufologia. A primeira cirurgia aconteceu em 19 de agosto de 1995, na clínica do doutor Leir, em Thousand Oaks, ao norte de Los Angeles. As duas primeiras pacientes a serem operadas foram Pat Parrinellio, 47 anos, e Mary Jones, 52, ambas residentes em Houston, Texas, e contatadas para esta operação por Derrel Sims. Através de raios X realizados em ambas foi possível constatar a presença de um estranho objeto nas costas da mão esquerda de Pat e um no dedão do pé esquerdo de Mary. Os supostos implantes alienígenas removidos na primeira série de cirurgias foram estudados por dois patologistas e, então, encaminhados a vários laboratórios para uma aprofundada análise científica, que incluiu avaliação patológica dos tecidos extraídos e quebra das moléculas dos tecidos via indução a laser.
ESPECTROSCOPIA
Além destes, foram realizados vários testes nas amostras a fim de se determinar sua composição. Entre as análises foram utilizadas técnicas de espectroscopia dispersiva e de difração de raios X, testes metalúrgicos diversos, microscopia de varredura eletrônica e estudos das propriedades eletromagnéticas e fluorescentes das amostras. Até o momento, experiências de detecção isotópicas também estão em processo de finalização. Os responsáveis por boa parte de tal trabalho são o National Institute of Discovery Science (NIDS), o New México Technology lnstitute e outros laboratórios independentes.
A segunda série de cirurgias de remoção de implantes aconteceu em 19 de maio de 1996 e, desta vez, outras duas mulheres foram submetidas à operação. Dorothy O'Hara 61 anos, e Alice Leavy, 40, ambas da Califórnia, tiveram objetos similares removidos de suas pernas esquerdas. Outra mulher, Licia Davidson, 37, que alegou ter tido numerosos encontros com UFOs e alienígenas, estava com um objeto raro e cristalino em seu pé, que foi removido em janeiro de 1997. Segundo o doutor Leir,"a descoberta desses implantes cirúrgicos é muitíssimo rara." Em todos esses casos, não havia virtualmente uma resposta clara o enigma, mas estava sendo dado um primeiro e importante passo.
Normalmente, corpos estranhos dentro de tecidos resultam em algum tipo de influência crônica e aguda e podem incluir fibroses e formação de cistos. Mas este não era o caso de nenhum dos pacientes que se apresentaram para as operações - todos tinham mantido contato com seres não terrestres e seus implantes resultaram de tais encontros. O relatório patológico das primeiras duas cirurgias revelou que os objetos as metálicos extraídos estavam encaixados numa densa e consistente membrana verde composta de proteínas coaguladas, hemoseridina e queratina - ou simplesmente proteínas nas sangüíneas e células da pele que comumente são encontradas na superfície. Foram encontrados ainda uma espécie de "casulos biológicos" consistentes, nos quais estavam encaixados os implantes. Eles continhan em seu interior nervos proprioceptores e células com tipos de tecidos que geralmente não são encontrados naquelas partes do corpo humano. Estes casulos também apresentavam uma cor verde brilhante quando analisados sob fonte de luz ultravioleta.


Os implantes de Dorothy e Alice não exibiam propriedades metálicas tal como os implantes das mulheres do primeiro grupo. De fato, a esfera encontrada em seus corpos, de cor esbranquiçada, não tinha rigidez nem revestimento externo biológico. Sob exame com luz ultravioleta, não apresentou fluorescência. Este tipo de implante também não provoca no organismo dos abduzidos a esperada reação inflamatória que corpos estranhos geralmente proporcionam, de acordo com o relatório patológico. O objeto cristalino retirado do pé de Licia também não possuía rigidez nem membrana verde externa, e não produziu reação inflamatória, como em outros casos em que artefatos cirúrgicos (terrestres) foram implantados. Já os resultados dos testes com Pat e Mary ­ do primeiro grupo - revelaram que o objeto removido tinha características metálicas e formato de agulha. O curioso, no entanto, é que sua composição mostrou que o objeto tinha os mesmo elementos, em proporções idênticas às encontradas em meteoros - eram pelo menos onze diferentes tipos de elementos químicos.
Numa entrevista dada à revista Alien Encounters Magazine, da Inglaterra, Sims comentou sobre o fato, bastante incomum, de que em geral os humanos não apresentam qualquer tipo de rejeição aos implantes supostamente alienígenas. “Parece que a densa membrana fibrosa extraída nas cirurgias pertence à pele da própria pessoa que recebe o implante, e que os objetos metálicos são envolvidos nesse material, que tem uma cobertura queratinosa." Faz sentido, pois dos implantes saem fibras nervosas que cercam o tecido e parecem estar presas aos nervos maiores da área corporal atingida. Sims acredita ainda que as evidências de que os implantes sejam de origem extraterrestre são muito fortes. “Mas seja o que for que os cientistas determinarem em seus exames, acataremos os resultados ", finalizou. O estudioso declarou que uma atenta revisão das conclusões científicas terá que ser feita antes de serem revelados mais detalhes à população.
No estudo de algo tão complexo, a avaliação científica da natureza dos implantes é a maior aliada dos ufólogos. Mas as experiências e opiniões dos corajosos indivíduos que receberam tais implantes e se submeteram a cirurgias extrativas são igualmente importantes. No decorrer das operações, uma série de questões simples foram propostas a cada participante, visando determinar o máximo possível sobre suas experiências de abdução. Quando perguntados como e quando seus implantes poderiam ter sido inseridos em seus corpos, por exemplo, Pat disse acreditar que isso poderia ter ocorrido durante um encontro com um UFO em 1954, quando ela tinha apenas 6 anos de idade.
Já Mary Jones se recorda de dois contatos com UFOs em 1969, quando crê ter sido implantado o objeto metálico encontrado em seu corpo e extraído pela equipe do doutor Leir. "No primeiro encontro que tive com um UFO, eu estava grávida do meu primeiro filho e lembro-me de estar acampando com minha família", declarou. Um mês depois do filho de Mary nascer, ela teve outro contato com alienígenas enquanto estava em casa, durante a noite. Como se vê, as abduções são constantes na vida do indivíduo que, por alguma razão, é escolhido por ETs. As diversas fases de sua vida são ininterruptamente monitoradas - talvez com o emprego do implante. Assim, infância,juventude, puberdade, fase adulta, casamento, gestações, envelhecimento, etc, são fases acompanhadas por extraterrestres.
Ao contrário, Dorothy e Licia disseram que não tinham idéia de quando os objetos foram inseridos em seus corpos. E Alice comentou que a primeira vez que notou o inchaço em sua perna foi numa época próxima a um encontro com um UFO envolvendo outras testemunhas, em San Diego, no ano de 1993. "Na verdade, notei o inchaço e a marca em minha perna após o encontro com o UFO”, relatou. Isso também é comum em abduções seguidas de implantes, embora as vítimas não saibam que foram implantadas. Logo após suas experiências notam transformações - como inchaços e manchas - em seus corpos.
SONHOS ESTRANHOS
Neste ponto de nossas discussões, cabe uma pergunta apropriada. Se seres alienígenas são de fato os responsáveis pelos implantes de objetos nos corpos dos abduzidos, estariam eles cientes do fato de que tais implantes podem vir a ser detectados pela Medicina terrestre consequentemente removidos? Esta é uma indagação sobre cuja resposta somente podemos especular. Mesmo assim, continuando o questionamento aos abduzidos sendo tratados em nosso projeto de pesquisa, fizemos-lhes várias outras perguntas. A próxima pretendia descobrir se as vítimas dos implantes haviam tido algum tipo de contato ou mera observação de UFOs, se se recordavam de terem sido abduzidas por aliens, se tiveram sonhos estranhos, sensação de tempo apagado de suas mentes ou de manifestação de eventos paranormais. Tudo isso compreendendo desde o período anterior até o posterior à inserção do implante e em seus corpos. Pat revelou aos investigadores uma série de eventos ocorridos com ela e, curiosamente, com outras vítimas de abdução, envolvendo o avistamento de um UFO laranja incandescente mais ou menos uma semana antes de sua cirurgia pela equipe do doutor Leir. "Após a operação de remoção do implante, notei que minhas habilidades psíquicas pareceram diminuir", disse a moça. Ao que tudo indica, dentro da fase de monitoração imposta por ETs às suas vítimas, tinham eles detectado a intenção de Pat de remover o dispositivo em seu corpo. Isso foi notado em vários casos, relacionados a outros pacientes, que tiveram sua vida ligeiramente alterada quando se descobriram implantados e desejaram submeter-se a análises.
Já segundo Dorothy, cerca de uma semana antes da cirurgia ela teria sonhado com uma experiência de abdução envolvendo muitas pessoas em um grande edifício. "Todos esperavam em fila para receberem o que parecia ser um tiro disparado em suas nucas", descreveu a abduzida, que informou ainda que, antes de um encontro com um dos membros da equipe de extração, para uma entrevista com respeito ao implante, ela e outra mulher tiveram uma estranha experiência relacionada a extraterrestres. "Era como se eu passasse por uma aberração temporal. Acabei me atrasando bastante para o encontro e então, uma noite após ter voltado da cirurgia, tive um contato com alienígenas que não consigo me recordar claramente", confessou. Como se vê, os ETs - já aceitando-se sua autoria para os implantes - sabem das intenções de suas vítimas em alterar o curso de suas histórias.
DORES INCOMUNS
Tanto Licia quanto Alice não se recordaram de nenhum evento anormal, antes ou depois do implante cirúrgico ter sido removido. Entretanto, Mary relatou ter sentido uma dor rara e um inchaço em seu dedo do pé. Naquela região de seu corpo, cerca de uma semana antes da cirurgia, ela sabia que se alojavam implantes. "Eu sabia exatamente onde os objetos estavam em meu pé. Podia inclusive senti-los", descreveu. Antes disso, durante toda sua vida após o contato com os alienígenas que lhe inseriram os implantes, Mary jamais tinha sentido qualquer tipo de dor em seu dedo. Foi somente quando decidiu retirá-los é que passou a senti-los em sue organismo. "Isso era realmente estranho, pois no momento em que desci do carro para encontrar Derrel Sims, um pouco antes da cirurgia, minha dor parou”.
Uma questão crucial que podemos nos perguntar neste momento é se, agora que os implantes foram removidos dos corpos destas pessoas, os alienígenas continuarão sequestrando-os e tentarão voltar a inserir novos implantes? Quando perguntamos isso às pacientes, as respostas - com exceção de Mary - foram unânimes: "Sim" Alice comentou sobre uma nova abdução por que passou apenas dois meses após a cirurgia de extração do implante. "Fui para a cama mais cedo naquela noite, devido a uma dor de cabeça. Meu marido acordou à 01:00h da madrugada, pois todo o quarto brilhava com a luz do dia. Ele olhou para o relógio, procurou me tocar e descobriu que eu tinha sumido. Então, rápida e inexplicavelmente voltou a dormir:" No dia seguinte a este fato, Alice se sentiu muito doente e não se lembrava de nada do que tinha acontecido durante a noite anterior, o que só foi possível mais tarde, com sessões de hipnose regressiva. "Mas notei que meu cachorro tinha arranhado diversas áreas da casa, como se estivesse tentando escapar de alguma coisa aterrorizante. "
Com mudanças na saúde, humor, sonhos e fenômenos psíquicos após a cirurgia, todas as cinco vítimas dos implantes passaram por algum tipo de transformação. Mary declarou que teve uma sensação de paz após seus objetos terem sido removidos. Dorothy também comentou que sentiu um grande alívio após a cirurgia. Lícia notou uma repentina melhora em seu humor após o objeto ser extraído de seu pé - ela também parou de sentir dores nesta região. Mas alguns estranhos efeitos também foram notados em seus corpos.
De acordo com Dorothy, algumas coisas mudaram após a remoção do implante. "Manifestei um intenso efeito diurético e perdi muita água na semana seguinte à cirurgia”, disse à equipe do doutor Leir, garantindo que, a partir deste momento, sua saúde piorou e ela passou a desenvolver angina. "Esse problema de coração é consequência de uma doença anterior que tive aos 20 anos”, declarou. Dorothy também passou a sentir fadiga e não conseguia se concentrar em seus afazeres habituais após a remoção do implante em seu corpo. "A angina durou cerca de um mês, quando então cessou e minha energia e saúde voltaram com mais vigor. Depois disso, percebi que minha criatividade e clareza mental aumentaram extraordinariamente. Não tinha mais dificuldades em memorizar fatos que me ocorriam e era capaz de relembrar a experiência de abdução que me aconteceu em 1991”, disse a espantada abduzida. Em outras palavras, era a primeira vez que Dorothy conseguia se recordar de uma abdução conscientemente, embora tenha levado três dias para processar a memória que lhe vinha à mente. Ela relatou que esta foi uma situação mental e emocionalmente difícil. "Olhando para trás, após a cirurgia de remoção do implante e a recuperação da angina. senti-me desintoxicada”, finalizou.
Alice e Dorothy compartilharam um sintoma comum durante vários meses depois da cirurgia. Alice observou que, após 8 meses decorridos, passou a ter dores atrozes em sua perna esquerda. Notou ainda que a cicatriz da operação de remoção do implante tomara-se vermelha e brilhante, além de doer muito por cerca de uma semana. Também por volta desse mesmo período de tempo, ela teve uma forte visão precognitiva que mais tarde se tomou real. "Percebi uma estranha reação em minha perna e na cicatriz do implante, alguns meses depois da cirurgia." Poderiam as mudanças em cada um dos indivíduos entrevistados alterar suas visões sobre o Fenômeno UFO após o fato? Pat admitiu que, antes da cirurgia, era basicamente descrente na existência de discos voadores e na ocorrência de abduções. "Parece que quanto mais pessoas se tornam conscientes destes fatos, mais percebo que nada sei a respeito. Mesmo assim, sinto que alguma coisa está acelerando um processo que não consigo entender...”, declarou.
Dorothy concordou com Pat que, antes da cirurgia, ambas imaginavam que o Fenômeno UFO fosse um absurdo. "Eu me sentia capaz de compreender muitos assuntos em minha vida, menos aceitar a existência de discos voadores e homenzinhos verdes sequestrando pessoas ", disse Dorothy. "Agora, depois do que me passou, não sou mais descrente no assunto e tenho uma abordagem mais prática e espiritual para viver", complementou, acrescentando que hoje está mais interessada em ajudar os outros. Mary também admitiu que não tinha interesse ou conhecimento sobre o fenômeno da abdução antes da cirurgia. "Até hoje não tenho interesse pelo assunto, ainda que não possa negar que exista algo de verdade a seu respeito. "

Continuando, tanto Lícia quanto Alice tinham um bom conhecimento sobre as abduções alienígenas. Licia declarou que suas opiniões não mudaram a respeito do assunto, após a cirurgia a que se submeteu. "A melhor forma que posso usar para descrever o que se passou é que tive a real sensação de ter me sentido na maior das alturas e na mais baixa das profundezas.” Alice admitiu que, antes da cirurgia, sentia que os aliens eram possivelmente maus. E agora, após a operação, "... à medida em que as abduções continuam a ocorrer na minha vida, penso que os aliens apenas têm um trabalho a fazer. Pode não ser um bom trabalho, mas acho que estão apenas seguindo ordens ", concluiu.

VERDADES ESCONDIDAS
Em virtude de um crescente número de descobertas sobre as abduções e os implantes, em geral levando-nos cada vez mais a concluir que sejam extraterrestres, muitas perguntas surgem e um número insuficiente de respostas é apresentado. A questão mais grave a ser debatida, no entanto, é se estaria a comunidade ufológica - investigadores e grupos de pesquisas - contando toda a verdade sobre o que realmente acontece aos abduzidos. É consenso mundial que os estudiosos do mistério dos implantes não estejam revelando tudo que sabem, até porque, quando chegam neste estágio de suas investigações, são abordados pelos serviços de inteligência governamentais e dissuadidos a manter suas atividades e eventuais descobertas em segredo, 'pelo bem da Humanidade. '
Perguntamos aos indivíduos que se submeteram à remoção de implantes se eles achavam que as pesquisas deveriam continuar e se suas conclusões serem publicadas. As respostas foram variadas e serviram para que se tivesse idéia do que pensam os abduzidos. Segundo Pat, a verdade sobre o assunto é subjetiva. Ela sabe que há poucos pesquisadores que estão se agarrando à estrita intenção de descobrir o que está acontecendo. Alice concorda com Pat e acrescenta que, para a maioria das pessoas, os pesquisadores de abduções estão relatando as coisas como realmente acontecem. "O trabalho destes estudiosos é importante." Mas há uma pequena exceção, segundo ela: "Alguns deles, considerados de elite, não estão mencionando o aparente envolvimento militar nas abduções. " Licia concorda com ela. "Grandes pesquisadores estão tocando nos assuntos principais, mas, em minha opinião, não querem se envolver com as manobras governamentais e militares nestas atividades ", declarou.
Dorothy disse "muitas pessoas na comunidade ufológica têm ideias fantasiosas sobre a verdadeira intenção dos extraterrestres. A maioria crê que tenham uma missão benevolente e uma filosofia espiritual. É como se fossem nossos 'irmãos cósmicos'." Enfim, entre os abduzidos não há unanimidade de pensamento sobre o que levam os extraterrestres a abduzirem pessoas e implantarem dispositivos em seus corpos. "Não existe análise crítica suficiente, mas aprendi mais em conversas com outros abduzidos do que em leituras sobre o tema”, finaliza Dorothy. Seja como for, o importante a considerar aqui é o quadro clínico das vítimas de ETs como um todo. Somente os resultados dos testes físicos dos implantes não são suficientemente substanciais para resolverem o mistério, por mais que procuremos não abordar a presença alienígena na Terra. As reais experiências dos abduzidos nos mostram que precisamos urgentemente parar e pensar a respeito. A resposta para o enigma se encontra em algum lugar entre a Ciência e o coração das pessoas envolvidas.
FONTE: InfoVia




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Ufologia Brasileira novamente enlutada, desta vez pela partida de Roberto A. Beck



Na manhã desta quarta-feira, 14 de dezembro de 2011, a equipe da Revista UFO foi tristemente surpreendida pelo aviso de falecimento de outro grande pioneiro da Ufologia Nacional, que pesquisava o Fenômeno UFO e a presença alienígena na Terra ininterruptamente desde 1957. Infelizmente, informamos a passagem de Roberto Affonso Beck, presidente da decana Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBE-ET) e, sem dúvida, um dos símbolos da história de toda a Ufologia. 



O velório será nesta quinta-feira (15), das 11h00 às 17h00 na capela 6 do Cemitério Campo da Boa Esperança, em Brasilia. O corpo será cremado no sábado pela manhã, em Valparaíso


Beck nasceu na cidade de Resende (RJ), em 14 de março de 1934, tendo iniciado vigílias e pesquisas de campo a partir de 1968, quando já morava em Brasília (DF). É considerado um dos mais experientes pesquisadores nessa área, acumulando mais de 1.200 delas, um recorde absoluto. Ainda encontrava forças para realizá-las com relativa facilidade e nunca deixou de fazer suas próprias investigações in loco. A EBE-ET, com sede em Brasília, ele registrou em 1995, apesar do grupo já vir atuando desde 1968. Foi consultor da Revista UFO desde sua fundação e também um dos membros fundadores da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), entidades das quais participou até meados de 2009. 


Alegre, expansivo e assíduo freqüentador das listas de discussões ufológicas na internet - quando não estava pesquisando -, vez por outra costumava contar trechos de suas aventuras pelos mais diversos recantos ermos deste nosso país, fatos que descreveu com maestria em sua obra Ufologia à Luz dos Fatos [Biblioteca UFO, 2006]. Respeitado e muito querido, era considerado carinhosamente pelos seus pares, amigos e familiares como "dinossauro da Ufologia", por ser um batalhador incansável em busca da verdade que, segundo o próprio, "só não vê quem não quer".


Beck foi parceiro de pesquisas do saudoso general Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa (general Uchôa) e com ele fez surpreendentes descobertas sobre UFOs e ETs no Distrito Federal.




"Roberto Affonso Beck foi integrante da Equipe UFO desde o começo, tendo ocupado várias posições nela e ajudado seu desenvolvimento das mais variadas formas, sempre à disposição para o que dele se precisasse. Excepcional investigador de campo, verdadeiro pioneiro da Ufologia Brasileira, homem íntegro e sincero, escreveu vários artigos para a Revista UFO e outros canais, tendo deixado para nós um livro que reflete seus pensamentos sobre o assunto. Apesar de estar desligado do Conselho Editorial da publicação há dois anos, e afastado até mesmo da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual foi parte integrante e muito ativo, enviamos nossas mais sinceras condolências para a família, sua esposa Jerônima e seus filhos Roberta e Affonso. A Ufologia Nacional tem uma dívida com Roberto Beck por suas atividades produtivas e incansáveis, e a Revista UFO tem outra por sua contribuição inestimável ao seu estabelecimento e crescimento", declarou o editor A. J. Gevaerd. 


"Roberto Beck, além de nosso parceiro na campanha pelo fim do acobertamento militar e na busca da verdade em relação ao Fenômeno UFO [Campanha UFOs: Liberdade de Informação Já], sempre foi uma figura de destaque na Ufologia Brasileira. Mais do que isto: fez parte de um dos momentos mais memoráveis da história da investigação ufológica em nosso país, quando participou ativamente do grupo do hoje saudoso general Moacyr de Mendonça Uchôa durante os contatos mantidos na Fazenda Vale do Rio do Ouro em Alexânia, Goiás. Sentimos muito sua partida nesse momento", disse o co-editor de UFO Marco. A. Petit. 


"Conheci pouco o Beck, mas o que mais me lembro dele, e que muito me comovia, era o carinho e respeito com que ele falava do amigo e companheiro de Ufologia, o general Uchoa. Foi através dos livros do general que tive um de meus primeiros contatos com o tema. Ouvindo o Beck falar dele, era como se o tivesse conhecido pessoalmente. Espero que os dois amigos possam se reencontrar agora", desejou o consultor da UFO Marcos Malvezzi Leal.

"Acabo de receber a triste notícia de que meu "pai" na Ufologia faleceu. Roberto Beck foi um dos maiores ufólogos do Brasil. Em 1997, durante o I Forum Mundial de Ufologia realizado em Brasilia, eu tive a honra de assistir a sua palestra e conhecê-lo pessoalmente. A partir daí nossa amizade cresceu. Fiz parte da EBE-ET por quase 15 anos à convide dele. 'Beckão' sempre me dizia que eu era seu filho postiço, meu carinho por ele sempre foi grande, me ensinou muito, mesmo quando discordávamos de opinião ou do seu temperamento forte. Suas histórias, as vigílias (fez mais de 1200!) e suas experiências sempre foram ouvidas com atenção, pois ele sabia das coisas. Quem o conhecia perdeu um amigo, a familia perdeu um ente amado, e eu perdi meu pai na Ufologia", lamentou emocionado o coordenador internacional Thiago L. Ticchetti. 

"O Beck foi para mim um grande orientador na Ufologia, seja me passando dicas, seja me contando as histórias das quais vivenciou. Trocamos muitas mensagens a respeito de filmagens que ele fez. Sempre foi muito lúcido e acertivo em suas colocações. Sentirei muitas saudades até o nosso reencontro do 'lado de lá'. Estimado Beck, já que chegou aí antes de nós, te peço para que já vá fazendo pesquisas ufológicas, para nos repassar quando aí chegarmos também!", disse o conselheiro especial Inajar A. Kurowski.

"Pessoa e pesquisador insubstituível. Lamento muito e registro meus sentimentos aos amigos e familiares. Estive com o Beck em Riolândia (2008) e realizamos vigília juntos, na noite em que tive dois avistamentos legítimos de UFOs – uma nave e uma sonda", relembrou o consultor Paulo Poian. 

"2011... Um ano de muita tristeza, com grandes perdas para a Ufologia Nacional e Internacional. Roberto Beck era um de seus pioneiros e um dos poucos defensores e praticantes da verdadeira pesquisa de campo. De temperamento forte, mas de um enorme coração. Seu trabalho ficou registrado para a eternidade", discorreu o consultor Wallacy Albino.

"Acompanhamos a Comunidade Ufológica Brasileira, o profundo pesar pela partida do colega Roberto Beck, excepcional investigador de campo e pioneiro da pesquisa brasilera. Sem dúvida deixou sua marca, que indicará o caminho para futuras gerações de ufólogos". (Andrea e Silvia Pérez Simondini, do grupo Visión Ovni e consultoras da UFO)

Muitas outras mensagens foram recebidas, demonstrando o merecido carinho e a admiração conquistada pelo pesquisador. É a homenagem que a Equipe UFO presta a um de seus símbolos eternos.



Abaixo, trecho de umas das últimas entrevistas concedidas pelo ufólogo, quando então residia em João Pessoa (PB):



Inteligências controlam as sondas


A Ufologia é uma área em constante renovação, especialmente porque atrai muitos jovens que, entusiasmados com o assunto, lançam-se a pesquisá-lo. Desde que surgiram as atividades mundiais de investigação ufológica, em 1947, três gerações se sucederam no setor. A terceira delas é composta principalmente por estes novatos, que convivem harmonicamente com as anteriores. Entre estas, há poucos representantes ainda vivos da primeira geração – e menos ainda os que estão até hoje em atividade. Um contemporâneo destes ufólogos e igualmente pioneiro é o incansável "buscador de respostas" e "caçador de sondas", como ele próprio se descreve. Trata-se de Roberto Affonso Beck, um fluminense de Resende que viveu em Brasília (DF) desde sua fundação e depois de aposentado morou em João Pessoa (PB), retornando em seguida à Capital Federal. 

Realizou mais de 1.000 vigílias e investigações in loco, resultando em dezenas de contatos diretos com sondas. Na Paraíba, Beck promete fazer pesquisas ainda mais aprofundadas, num estado que é reconhecido por sua vasta casuística. Ninguém duvida que consiga. "A diversidade do Fenômeno UFO aqui é imensa e há muito trabalho a fazer", diz o ufólogo, que está se aliando aos ufólogos paraibanos em sua empreitada. 

Quais foram os casos mais impressionantes que você pesquisou em sua longa temporada em Brasília?

Inegavelmente, foram os acontecimentos de Alexânia (GO), ocorridos entre 1968 e 1975, na Fazenda Vale do Rio do Ouro. Os fatos eram tão intensos que, por vezes, era possível aos espectadores observar ao mesmo tempo o movimento de três ou 4 sondas ufológicas, deslocando-se pelo local. Tais ocorrências eram registradas não só na fazenda, de propriedade do senhor Wilson Plácido de Gusmão, mas também em toda a região compreendida entre as cidades de Olhos D'Água e Corumbá de Goiás, onde pudemos também observar os mesmos objetos enquanto dirigíamos à noite por estradas de terra, nem sempre em condições apropriadas. Eram bolas de luzes que variavam de cor e se deslocavam a diversas altitudes, aumentando e diminuindo de tamanho. Noutras oportunidades, as sondas nos contornavam como se estivessem nos observando. Também é importante notar que não era necessário qualquer tipo de "invocações" para atrair os UFOs – embora eu não seja contra esses procedimentos. Parece que a inteligência que operava aqueles objetos pouco ligava para as condições do local ou mesmo a situação climática. Houve ocasiões em que, enquanto nós assávamos um churrasquinho improvisado, tais bolas de luz se aproximavam da mesma forma da gente, sem problema.



Como você interpreta a ação daquilo que chamou de "inteligência que operava os objetos"? O que pretendiam e por que estavam naquele local? 

Primeiro, muitas pessoas apreciavam o fenômeno juntas e quase sempre eu estava entre elas. Mas, noutras tantas oportunidades, pude presenciá-lo sozinho, uma vez que minha constância no local era intensa. Eu chegava a ir de três a 4 vezes por semana, apesar de ainda estar trabalhando no guichê da Caixa Econômica Federal, onde era caixa executivo. Além disso, alguns companheiros não podiam e não tinham o pique necessários para me acompanhar nas vigílias. Em certas ocasiões, saía direto da fazenda para a Caixa. Nem ia para casa. Noutras, fiz experiências solicitando que as tais inteligências respondessem aos meus sinais de lanternas, e fui atendido, mantendo assim um tipo de diálogo muito curto com aquelas luzes. Eram curtos porque não se completavam nem se definiam, como se "eles" não quisessem deixar-nos conhecê-los melhor. 



E sabe como eram realizados tais diálogos? 



De forma bem simples: eu estabelecia mentalmente ou em voz alta que, ao piscar duas vezes, eles fizessem o mesmo. E a luz fazia o mesmo! Se pedisse que piscassem uma vez, elas obedeciam, e assim por diante... Mas quando eu estabelecia que uma piscadela representaria sim e duas não, na tentativa de manter uma conversação, as luzes simplesmente desapareciam. Logo, cheguei à conclusão lógica de que, realmente, havia uma inteligência por trás daqueles objetos, mas que não desejava entrar em detalhes quanto à sua presença no local. Assim, ficamos sem saber qual era seu interesse por aquela área e o que pretendiam.


O ufólogo e co-editor da UFO Marco A. Petit também falou muito de sondas que ele documentou na Serra da Beleza (RJ). Você acredita que as sondas que ele descreveu e as que você contatou são idênticas e teriam a mesma origem? Mas qual seria seu verdadeiro propósito? 

Olha, aí está uma das grandes incógnitas da Ufologia. Podem ser ou não, porque várias são suas origens, como são também as dos seres que as manipulam. Raciocinando de maneira lógica, nos parece que num universo onde haja mais de 400 bilhões de galáxias deve existir pelo menos uma percentagem de planetas habitados por seres inteligentes. Se esta pequena parte deles estiver explorando outros planetas, e muitos acharem a Terra, então teremos uma multiplicidade de objetivos por trás da ação desses visitantes. Segundo o comportamento das sondas, suas manifestações luminosas e formato, pode-se apenas especular se são ou não da mesma origem. Pois seria preciso uma maior troca de informações entre todos os pesquisadores para que se realizassem estudos comparativos precisos. Agora, quanto aos propósitos das inteligências que operam as sondas, está tudo na área das suposições. Creio que só saberemos depois que resolverem vir bater um papo conosco.


Como um pioneiro que começou suas investigações há mais de cinco décadas, de que forma você avalia o estado da Ufologia Brasileira hoje? 

Creio que houve um progresso relativo, pelo menos no que concerne à aceitação do assunto UFO pelo público, que já não nos trata mais como loucos. Ou nem tanto quanto antes... Lembro que nos anos 50 e 60 a ironia era tamanha com relação a quem pesquisasse o assunto, que estes perdiam seus empregos, casais se separavam, amigos se afastavam etc. Enfim, era a demonstração cabal do atraso mental em que se encontrava a sociedade na época. Mas quanto à atual situação das pesquisas, estas parecem que estão mesmo estagnadas, e variados fatores têm contribuído para isso. Os desentendimentos entre ufólogos estão entre os problemas mais graves. Parece haver uma necessidade de auto-afirmação por parte de alguns membros da Comunidade Ufológica Brasileira, que se sentem esquecidos pela mídia. Alguns ufólogos chegam a sonegar os resultados de suas pesquisas aos seus colegas, com medo de que se apropriem delas e se promovam às suas custas, o que é lamentável. Estas coisas acontecem mesmo e temos de ser realistas. É preciso uma verdadeira revolução na referida comunidade, para mudarmos nossos conceitos e procedimentos. O ufólogo, para ser completo, precisa ser humilde e saber doar sem esperar recompensa de qualquer natureza. Só assim, talvez, a Ufologia descole deste ranço de mediocridade em que está. Nós somos os próprios culpados por isso, mas cada um de nós deve fazer sua parte nessa transformação. Cada um tem que tomar consciência dessas coisas e refazer seu caminho!


Após mais de 50 anos de pesquisas, sua busca de respostas está concluída? Você já sabe o que queria saber sobre o Fenômeno UFO ou ainda há algo que esteja procurando? 



Após todo esse tempo, cheguei à conclusão de que quase nada está respondido e que devemos continuar buscando e renovando sempre o ânimo, sem sermos influenciados pelos exemplos que ficaram no meio do caminho e que se entregaram à frustração, por não conseguirem alcançar seus objetivos, ou seja, respostas imediatas. Trabalhar, trabalhar e trabalhar – esta é a ordem, se quisermos que a verdade seja do conhecimento da humanidade!


Fonte: Revista Ufo