terça-feira, 20 de outubro de 2009

A democracia nos EUA & A ação de entrelinhas contundentes

A democracia nos Estados Unidos da América & A ação de entrelinhas contundentes - Um perfeito equilíbrio, um movimento cadenciado que preenche o tempo e a História, um sistema complexo e fascinante O capítulo mais recente de um sistema bicentenário marcado por um equilíbrio interno sem paralelo, é marcado por um ponto fantástico - seu caractér cíclico, pois quando analisado friamente o grande período 1932-2008; notamos dois intervalos distintos, o primeiro 1932-1968 e o segundo 1968-2008, supreendentemente no interior de ambos, se fez notar uma lacuna, um soluço, um suspiro de arrumação para que a perpetuação não desequilibrasse o todo de um contexto, são eles 1953-1961 e 1977-1981 e ainda uma gradual transição. No primeiro, que inclusive entre os analistas americanos é chamado de Geração New Deal, tivemos o predominio da agenda e diretrizes democratas, progressistas, menos encerradas em si mesmas, com eixo motriz no cidadão médio. Roosevelt, Truman, Eisenhower, Kennedy e Johnson, nota-se a transição no seguinte ponto; entre 1933-1953 há a crescente democrata, entre 1953-1961 há o 'suspiro de arrumação' e após, um ponto curioso; o esperado seria um apontar para a direção conservadora, impregnada de dogmas, interligada aos grotões rurais, com a ascensão de um presidente republicano, e este seria o então Vice-Presidente Nixon nas eleições de 1960, mas houve um fator supresa, uma zebra histórica, Kennedy vence, ao lançar mão de uma nova ferramenta - o poder televisivo, a imagem em plena sintonia com o conteúdo, tanto que, há o dado emblemático que em um dos debates, os que acompanharam pelo rádio apontaram Nixon como vencedor já aqueles que miraram os televisores preferiram Kennedy. Pois bem, o senador ganha ocupa o Salão Oval e morre tragicamente, quem assume (ainda a bordo do avião rumo a Dallas) é Johnson que significa claramemente a gradual transição rumo a agenda republicana, pois ainda que democrata era ligado aos setores mais conservadores, escolhido para equilibrar a chapa de Kennedy com a captação de votos preciosos (já tinha-se em vista dispensá-lo quando da reeleição) Ainda com a penumbra da neutralização do fator surpresa de 1960 naquele vigoroso e importante 1968, um segundo e similiar fato caminhava para se fazer notar, Robert Kennedy despontava para ser o democrata indicado o que significaria uma certa ascensão à Washington, no entanto logo após o passo mais importante dessa crescente (a vitória nas primárias da Califórnia), o então senador morre tragicamente. Com os azuis cambaleantes [democratas] tudo segue seu rumo, Nixon consagra-se Presidente (em um movimento estranhamente sem precendetes - um nome derrotado em uma eleição presidencial retornado ao paréo na disputa seguinte). No entanto, sorradeiramente o círculo íntimo do ocupante do Salão Oval, edificava os alicerces de uma rasteira na predestinação (um movimento aos moldes Roosevelt-Truman-Eisenhower, na ponta política oposta), ao intentar obter informações preciosas de seus rivais azuis, eis Watergate. Nixon cai, seu segundo mandato é encerrado, Ford completa apaticamente o período final de seu antecessor, e que registre-se com figuras interessantes ao seu redor, se aproximando 'inocentemente'; Cheney, Rumsfeld e Bush, ou seja, uma transição para uma vertente mais dura dentro do conservadorismo republicano. "Soluço de arrumação", Carter e seus quatro anos mas o "show tem que continuar", o reeleito governador da California Reagan presta Juramento (com Bush como vice), oitos anos se passam, Bush Presidente de mandato único, 12 anos de 'predominio do elefante[símbolo republicano]', um equílibrio em escala micro era esperado, 12 anos da 'mula'[símbolo democrata], no entanto após os oito anos Clinton, aquela vertente (até aqui silenciosa) mais dura se fez notar, e mais uma fez na história (40 anos depois) um novo fator supresa é sentido, Al Gore 'declinado' da vitória e G.W. Bush vence. E o mais curioso, consegue se esquivar de uma neutralização de fator supresa (tal qual aquela pós 1960), quando afofa os travesseiros de seus sofás no Salão Oval para uso por 08 anos, eis o 11 de Setembro. Bush é reeleito, significando um segundo e último termo dessa vertente mais dura, tanto que internamente isso estava evidente e aceito, pois Cheney nem mesmo cogitou disputar o Salão Oval. Final de ciclos, dois grandes períodos de um movimento de precisão cartesiana, com um emblemático vértice. E fixo pelo seguinte, os instantes 1932-1968, 1968-2008, podem ser planificados cartesianamente pois fazem descrever uma parabola perfeita; como um ínicio, longa e esperada transição, um vértice, o lançar de movimento em direção contrária e uma transição culminando em seu final. Com dois fatores surpresa bem sucedidos em cada lado (1960 e 2000), seguidos por uma neutralização e um esquivar. E dois movimentos rumo à supresas semelhantes, abortados; um em cada lado, Robert Kennedy (1968) e Watergate (1974) Por questão de espaço e consideração pela paciência dos amigos, ainda que seja extremamente tentadora a vontade de fixar uma ante-dissertação em Ciência Política, optei por não desenrolar um elemento paralelo de perfeito encaixe às linhas anteriores - os sucessivos 'desenhos' congressuais nestes 76 anos (1932-2008). * A essência deste trecho:"Acho que é uma teia de interesses (...) e une muita gente poderosa que em suas reunioes definem o sistema e manipulam a massa, entre os muitos exemplos de manipulação, temos a manipulação de informação sobre ocorrências UFO" * Se evidencia pelo seguinte; pelos caminhos percorridos ('predestinados'), pelas soluções empreendidas para neutralizar fatores supresa, pois não há conjunto de forças absolutamente controladoras e que justamente por isso (e dentro do sistema americano de freios e contra-pesos) permite que talentos e forças inesperadamente depontem. Logo, como 'pano de fundo' de um sistema por si só equilibrado, há a atuação de entrelinhas que quando necessário contundentes são, para retificar, segundo suas conclusões, esta ou aquela trajetória pré-definida. Uma criança aprendendo a andar de bicicleta sob os cuidados do pai; ao mesmo tempo que supreende (inflando o infante de confiança) pode ser supreendido (pelo menor disparando ou acelerando de maneira anormal), portanto, as ações reflexas se farão notar e sentir. --> eis o swing dos Estados Unidos da América !!! Eleição do Presidente Obama e cenários futuros (...) A roda da política girou e rompeu, superou esse momento, encerrando um segundo grande período. Agora uma novo movimento parabólico esta em curso no qual inclusive, os possíveis acidentes de percurso (os fatores 'surpresa') são esperados e serão adequadamente neutralizados. Relendo um passado recente, uma transição (em escala micro) se fez presente em 2004, uma sonata em tres movimentos - a escolha de Kerry como candidato democrata, a ascensão de Obama enquanto orador de honra na convenção daquele partido (tanto que analisando-se friamente a campanha pré-presidencial do mesmo começou naquele instante (em 2004, friso novamente), pois através daquela Tribuna, foi apresentado à América um rosto e uma mensagem, preponderantes em uma virtuosa crescente) e a reeleição de Bush. Atrevo-me a apontar o seguinte;[baseado em passadas e presentes entrelinhas] O Presidente Obama será reeleito, sucedido por quatro anos de um republicano moderado (até porque este será o tom daquele partido que ensaia um movimento de reorientação interna, em suma, a linha dura cumpriu o seu papel na História) e após este um democrata (*) ocupará, novamente, o Salão Oval. (*) este nome já está despontado, vagarosa e calmamente, mas serei cuidadoso ao não apontá-lo neste instante, mas se estiver eu, lendo corretamente as entrelinhas da atualidade, será um reencontro com algo pendente, um 'acerto de contas' com um passado distante, mais uma prova que o sistema checks and balances & entrelinhas, é perfeito

1 Comentário:

Artanis Knarf disse...

Show de Bola esse artigo!

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